Não tenho mais reservas para o amor
Com pálpebras arrancadas
Não há meios de fechar os olhos
De descansar a visão
E conciliar o sono humanamente
Mas tuas mãos tocaram em mim
E minha carne é tua
Os sonhos dançam acanhados
Por hora
Há no véu com sua imagem estampada
A única forma de sentir aconchego
De portas e janelas escancaradas
Em marcha solene e lenta
O sol volta a arder em minha carne
Insisto resignada e grata: a carne que é tua
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