21.10.15

31 anos, 10 dias e um amor

Não tenho mais reservas para o amor
Com pálpebras arrancadas
Não há meios de fechar os olhos
De descansar a visão
E conciliar o sono humanamente

Mas tuas mãos tocaram em mim
E minha carne é tua

Os sonhos dançam acanhados
Por hora

Há no véu com sua imagem estampada
A única forma de sentir aconchego

De portas e janelas escancaradas
Em marcha solene e lenta
O sol volta a arder em minha carne
Insisto resignada e grata: a carne que é tua

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