4.5.11

ferida, viva

o azul anil tingiu a flor esquecida num canto da casa

já a olhar para a marca dos passos no chão,
ergueu de novo as pétalas

orvalho que veio da fresta da janela
há tempo fechada, agora entreaberta,
escorreu até suas raízes

sem que tivesse partido,
apenas tivesse ausente,
agora viva, ferida,
mas aqui, mais um vez

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